Ah, o terceiro ano. Confesso que eu estava crente que não iria ser tão brutal essa diferença, mas é assustador como um ano muda as coisas. Já não tenho mais as semi-não-preocupações do 2º ano ou as preocupações dúbias do 1º ano. O que me leva a concluir que a minha teoria estava errada. “Uma passagem de ano não muda nada”. Uma passagem de ano muda tudo. O tempo muda tudo. O colégio muda tudo. A vida é uma bitch.
O famoso terceirão, tão temido, como tão inesquecível está aí e eu, também. As coisas costumam mudar muito nessas épocas de transição. Mudam mais do que a gente acha que vai, até. E é aí que está a essência bitch. Até porque, agora, eu estou sobre meus joelhos procurando pelas respostas. No ano que não somos mais humanos, mas dançarinos.
Dançamos pelo tempo, pelos números, pela música que ouvimos, pelo livro que lemos e pela matéria sem fim que estudamos. Muitos de nós ficaram pelo caminho, mas nós ficamos bem. Mas ainda sim sonhamos com os velhos tempos, o passado sem dor ou as lágrimas pela lástima que esse ano é. É com muita ilusão que acreditamos quando nos dizem que não é tão ruim quanto parece.
É ruim, sim. Estudar não é uma coisa bacana de se fazer no primeiro dia de aula, convenhamos. No terceiro ano, vai ser uma coisa trash necessária. Eis a essência.
São, de fato, os pontos e as vírgulas que mudam tudo. A ordem muda, o horário muda, os programas mudam e o tempo te emudece. E você sente.
Um quarto dia sufocante acontece na primeira semana. Não basta o despertador tocar pra você levantar, não basta algum homem pisar no espaço para começarmos a acreditar que a Terra é azul. Agora, a gente começa a querer ver, a acreditar. Não basta mais decorar, acreditar no que os outros te dizem. A gente, agora, nesse ano, aprende tudo sozinho. Inclusive a pedir ajuda.
Ajuda de uns a outros, porque, além de nós mesmos, só nossos companheiros de situação podem nos entender. Nossos pais não podem, nossos ex-terceiranistas não podem, os coordenadores do colégio não podem. Eles sabem que é ruim o bastante, mas eles esquecem do quanto. É tranqüilo depois que passa. Agora, é ruim. É bastante ruim.
Então, dancemos.
It's getting close to sundown over the Sierra
Stranded on the freeway burning with desire
She was on the sidewalk looking for a night light
We talked about the real things
And drove into the fire
Headlights on the highway
The desert wind is howling
Rattlesnakes and romance
Is filling with the rain
Até que vamos encontrar alguma coisa à distância. Que será um trem. Caberá a nós a escolha se iremos nos abaixar, encostarmos às paredes ou batermos de frente com ele. Cabe a gente. Só a gente. Não tem ninguém pra te puxar, não tem ninguém pra te empurrar. É apenas um conto de fadas cheio de poeira e de erros. O feliz pra sempre não começa aqui. O passado triste não termina aqui.
As mudanças começam, elas vêm em círculos como sombras de fogo.
And the decades disappear
Like sinking ships but we persevere.
God gives us hope but we still fear, we don't know.
O castelo da Cinderela desmoronou, o sapato de cristal quebrou e o príncipe encantado pegou herpes da irmã má, que morreu de amores pelo homem errado. Por tudo isso, a culpa sempre será sua, por ter sonhos assim, por sonhar tão alto. O futuro não é tão brilhante assim, nem tão fácil. E as pessoas não vão ligar pra ele, na verdade.
Candy talks to strangers
Thinks her life's in danger
No one gives a damn about her hair
It's lonely down on Track Street
She used to go by Jackie
The cops, they'll steal your dreams and they'll kill your prayers
Mister cut me some slack, 'cause I don't wanna go back, I want a new day and age
Come on girls and boys, everyone make some noise!
Run neon tiger there's a price on your head
They'll hunt you down and gut you, I'll never let them touch you
Away, away, oh, run
I'm begging you neon tiger run
Under the heat of
Under the heat of
Under the heat of southwest sun
Neon tiger
There's a lot on your mind
Não vão mais ligar pra a gente. Chegaremos às faculdades e seremos o excremento. Mas, até lá, seremos os animais, cujas cabeças pedem. Correremos, não deixaremos o tempo nos pegar. Quando passarmos do tempo de caça, vamos nos preparar para mudarmos o mundo em que vivemos, onde não se pode levar a culpa por dois. Somos nós e nós mesmos. Um jogo da vida que não se pode jogar em dupla, mesmo sendo acobertados de corpo e alma por quem amamos. Esse é o mundo em que viveremos. E essa foi a preparação para ele, para o início da nossa contribuição, para a nossa mudança. Porque o que esperamos do mundo é o que o mundo espera de nós.
Conversion, software version 7.0,
Looking at life through the eyes of a tire hub,
Eating seeds as a past time activity,
The toxicity of our city, of our city,
New, what do you own the world?
How do you own disorder, disorder,
Now, somewhere between the sacred silence,
Sacred silence and sleep,
Somewhere, between the sacred silence and sleep,
Disorder, disorder, disorder.
More wood for their fires, loud neighbors,
Flashlight reveries caught in the headlights of a truck,
Eating seeds as a past time activity,
The toxicity of our city, of our city,
New, what do you own the world?
How do you own disorder, disorder,
Now, somewhere between the sacred silence,
Sacred silence and sleep,
Somewhere, between the sacred silence and sleep,
Disorder, disorder, disorder
When I became the sun,
I shone life into the man's hearts,
When I became the sun,
I shone life into the man's hearts.
Em suma, it’s funny how you just break down. E olha que meu ego é o Mr Brightside.
Inté;
sábado, 14 de fevereiro de 2009
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1 comentários:
Tirando as partes em inglês, senti como lê-se um texto do Domingos de Oliveira
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